Engenharia do Proprietário: como integrar tecnologia à estratégia em projetos industriais

Engenharia do Proprietário: o elo entre tecnologia e estratégia

A digitalização se tornou essencial em megaprojetos industriais. Modelos 3D, dados integrados, rastreabilidade, monitoramento em tempo real e inteligência operacional já não são diferenciais. São exigências estruturais para competitividade e conformidade.

Apesar disso, boa parte dos investimentos em tecnologia não gera o retorno esperado. Segundo o CII (Construction Industry Institute), cerca de 50% dos projetos digitais falham quando não estão ancorados em critérios técnicos e estratégicos. O desalinhamento entre engenharia, TI e gestão segue como um dos principais entraves à maturidade industrial.

Neste cenário, a Engenharia do Proprietário (EP) passa a exercer um papel central. Ela atua como elo entre as decisões técnicas e os objetivos estratégicos. Garante que cada solução tecnológica esteja conectada ao desempenho do projeto, à operação futura e ao retorno sobre o investimento.

Por que integrar tecnologia e estratégia exige a atuação da EP

Empresas industriais enfrentam pressões simultâneas: descarbonização, produtividade, rastreabilidade, governança e integração de sistemas como BIM, PLM, CDE, SAP e digital twins. O desafio não está na tecnologia em si, mas em como ela é adotada.

Decisões tecnológicas isoladas, sem visão sistêmica, geram retrabalho, baixa interoperabilidade e aumento do TCO. Mais grave: comprometem a confiabilidade dos dados usados para tomar decisões críticas.

A EP atua como instância de convergência entre disciplinas, fornecedores e fases do projeto. Estudos do IPA e da McKinsey demonstram que empresas com EP estruturada alcançam:

  • Redução de até 25% nos desvios de CAPEX
  • Aumento da produtividade em engenharia e construção
  • Agilidade no comissionamento e readiness operacional
  • Melhor controle de riscos técnicos e contratuais

Como a Engenharia do Proprietário gera valor na prática

A atuação da EP é técnica e estratégica. Ela filtra, valida e conecta decisões digitais aos objetivos do negócio com base em critérios objetivos. Isso acontece por meio de:

  1. Avaliação técnico-estratégica de soluções – A EP verifica a viabilidade da tecnologia, sua aderência à cadeia de fornecedores e o impacto no CAPEX, OPEX e curva de aprendizado.
  2. Aplicação de práticas como VIPs e Constructability Review – São utilizados para validar premissas e decisões em gates críticos, com foco em desempenho e ROI.
  3. Auditorias técnicas e validação de entregáveis digitais – Inclui BIM, PLM, SAP, CDEs e integrações. Garante integridade, versionamento e rastreabilidade.
  4. Atuação desde o front-end (FEL 1 a 3) – A EP participa da definição de premissas digitais e da seleção das soluções estruturais do ativo.
  5. Integração com a operação e o ciclo de vida do projeto – Assegura que a tecnologia adotada gere valor além da implantação, com suporte real para a operação.

Essa atuação evita decisões baseadas em pressões comerciais ou premissas não testadas. Protege sua empresa de riscos e acelera o retorno do investimento.

Vantagens competitivas de uma EP digitalmente estruturada

Empresas que estruturam a EP com foco em integração digital obtêm ganhos concretos em controle, rastreabilidade e previsibilidade. Os principais diferenciais incluem:

  • Menor variação entre CAPEX planejado e realizado
  • Redução de retrabalho e falhas de compatibilidade técnica
  • Comissionamento mais eficiente e readiness acelerado
  • Melhor gestão de pleitos e auditorias com base em dados rastreáveis
  • Dashboards técnicos acionáveis para decisões táticas e executivas

A EP não é um custo adicional. É uma estrutura que protege o investimento e transforma inovação em performance.

Como estruturar a EP para conectar tecnologia à estratégia

Abaixo, quatro ações estratégicas que sua empresa pode adotar:

  1. Estruture a EP desde o FEL – Premissas técnicas definidas no início influenciam todo o ciclo de vida do projeto. A EP garante que essas decisões estejam alinhadas ao negócio.
  2. Defina critérios objetivos para adoção de tecnologia – Implemente VIPs, auditorias e análises de ROI técnico-operacional para evitar decisões com base apenas em marketing ou tendência.
  3. Integre a EP às plataformas existentes – A conexão com SAP, PLM, CDE, BIM e BI assegura interoperabilidade, padronização e governança técnica.
  4. Dê autonomia à EP nas decisões críticas – A EP precisa de legitimidade técnica e presença nos gates para vetar ou ajustar entregas desalinhadas.

Essas práticas aceleram a transformação digital com controle, rastreabilidade e performance.

Atuação da Timenow nesse modelo

A Timenow estrutura a Engenharia do Proprietário para integrar tecnologia, engenharia e estratégia. Sua atuação técnica vai além da validação de entregáveis. A empresa:

  • Utiliza ferramentas como Time Connect, Kyno, SAP, PLM, BIM e Power BI
  • Aplica práticas como VIPs, auditorias técnicas e gates FEL
  • Conduz a EP com foco em governança digital, rastreabilidade e ROI

Em projetos de descarbonização, rastreabilidade e produtividade, a Timenow tem sido parceira técnica de grandes indústrias no Brasil. Sua atuação assegura decisões com base em dados, mitigação de riscos e ganhos operacionais sustentáveis.

Quer saber como estruturar uma EP orientada por dados e com foco em performance?

Entre em contato com o time técnico da Timenow e conheça as soluções que estão transformando a governança de projetos industriais no país.